sexta-feira, 9 de maio de 2014
terça-feira, 25 de março de 2014
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
sábado, 14 de abril de 2012
domingo, 17 de outubro de 2010
domingo, 24 de janeiro de 2010
um começo de uma idéia que talvez seja quase bôa.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Ensaio pruma crônica familiar (ou "em busca de um umbigo mais antigo")
sábado, 24 de outubro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
Romance no dedão
sábado, 22 de agosto de 2009
para se filmar com uma modelo escandinava
Uma mão masculina lhe oferece um cigarro. Joana olha (brava/birrenta) para o dono da mão e então abocanha a ponta do cigarro com seus dentes; olha novamente para seu dono antes de fechar os lábios em volta do filtro. A mão masculina risca um fósforo na cara de Joana e acende o cigarro. Joana dá um trago e arrota a fumaça em direção ao seu dono, que ri fora do quadro. Joana desvia seu olhar (tristonho) para o lado oposto, deixando a fumaça fina recobrir seu rosto.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
O ABC ainda é o mesmo.
Eu fixava os olhos no professor e punha uma expressão no rosto que mostrava toda minha compreensão e entendimento da aula, sabe?, pra parecer o tal. Mas olha: por dentro, e principalmente pelo canto do olho, era só nela que eu mirava. A impressão que eu tinha, e que imagino que todos tenham nesses momentos, é que ela retribuia o olhar de canto de olho, só que mais do canto ainda (as mulheres tem essa habilidade), às vezes até deixando escapar uma expressão de esforço no rosto e uma leve (íssima) virada no pescoço pra ver melhor.
O mais difícil era não mostrar que eu tinha tanto interesse. Ignorar é ótimo pra conseguir a atenção delas.
E é aí que o mais engraçado acontecia: quando o professor caminhava pra perto dela, e ela entrava no meu campo de visão, eu fixava ainda mais meus olhos no professor, pra não dar na cara. Mas quando ele ia pro outro lado, eu podia de novo estar seguro no meu canto de olho.
Eu não diria "Banal", mas...
Pouco antes, o Canalha tinho dito à Mulher que ela "Significa o mundo pra ele. Que sem ela, não há vida". A Mulher respondeu "Que bonito!", mas enquanto dizia, ele pensava "Claro que não. São mentiras tão óbvias essas que contamos, nós Canalhas. Os Canalhas dizem pras Mulheres o que ouviram nos filmes, que por sua vez, são frases copiadas dos romances de tantos anos atrás" Ela chegaria facilmente ao mesmo pensamento, mas quer demais acreditar naquilo. O amor significa o mundo pras Mulheres e elas podem realizar esses sacrifícios de ignorar as inverdades na fala poética dos Canalhas.
Bem, pros Poetas, que, sim, existem, sobra tentar descobrir frases mais originais que as anteriores, e usá-las rápido, antes que se espalhe entre os canalhas.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Um dono e seu cão
* estica seu braço e agarra as bochechas de # com a mão. # beija seus dedos, sua palma, se aninha com carinho na mão pequena de *. * é sério e olha de longe. Ele gosta de ter o controle, de dizer quando é hora de ser adorado e obedecido e quando não. * se sente bem como homem; amanhã, quem sabe, ele passe a ser mais carinhoso. Mas # não se importa; ela o ama.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Coisa Séria
Hoje caiu a minha árvore, a que ficava na calçada. Ela sempre foi pequena e eu sempre gostei dela; quando cheguei em casa ela era um tronco e muitos galhos, bloqueando a minha garagem. Saindo do buraco, na ponta do tronco, um toco praticamente sem raízes – podre. A prefeitura leva sete dias pra remover. Arrastamos o tronco caído até a calçada vizinha, sem garagem, pra podermos guardar os carros, etc. Galhos foram arrancados pra liberar a passagem de pedestres. Ela era bonita, do seu jeito, e continuava bonita deitada no concreto, meio morta, a madeira esculpida pelos seus próprios nós característicos. Lembrava uma escultura, ou até um nu artístico. Saí correndo pro cinema, voltei só de madrugada e o tronco já não estava mais lá, sumiu sabe-se lá como. É engraçado isso, a falta de uma árvore como aquela. A sensação é quase como a da morte de alguma pessoa, eu acho. Essa ausência, esse buraco que não vai mais voltar ao normal. Foram doze anos, eu e a árvore, de reconhecimento mútuo e silêncio; agora acabou e eu nem me despedi. De tudo aquilo, de todas as brigas com moleques e pipas e pedradas em ninhos de passarinho, de todos os ninhos e tudo o mais, ficou um pedaço de galho e um ramo fino com um emaranhado de grama, ex-ninho ou ensaio de um, sei lá. Vou sentir falta daquela presença quieta que me recebia antes de qualquer um quando eu chegava em casa, que me dizia só em existir ali, desde tão sempre, que eu tinha chegado em casa de verdade.
Muito mais do que do Michael Jackson.





